BRINCANDO DE AMAR...


11/01/2012


FAZ BEM AO EGO.

Todos que eu conheço, todos não, a maioria. Diz que tem ótimos imóveis, que é bem casado e seus filhos, na Europa, estudam línguas e aperfeiçoam os estudos feito em seus países. Mas se alguém precisa dos seus préstimos sempre têm uma desculpa e de ajudar nem sempre estão sujeitos. No final do ano que passou eu conheci o reverso da medalha. Conheci pessoas com residência própria, ricas de vida, de bens, quiçá de dinheiro, mas doces como o botão da flor na manhã de primavera. Pessoas para quem tudo é festa e riso. Pessoas que põem a mão na massa. Que somam quando é importante e dividem quando necessário. Chefe de família que aplaude a cria e quem a pariu. Chefe que se deixa mandar e humilde obedece sem perder a doçura do sorriso. Eu, enfim, conheci as pessoas em quem Deus se baseou para permitir que o mundo fosse dos sonhos. Um mundo sem diferença entre os povos e a igualdade permeasse.
Obrigado por deixar que eu os visse. Que eu os tocasse, com vocês falasse e os amasse, como os amo.
(Rodrigo, eu também já vi, no alto de uma pedra viçar em verde um botão de flor que logo, logo, se abriu. Eu vi um pé de rosas erguer-se por entre as telhas de uma casa antiga e florir na época das colheitas. Eu vi o supracitado, meu querido amigo. Creia no meu texto, pois ele é resultado da fé nos homens, da coragem dos céticos e da esperança nos moribundos).

silvioafonso

Escrito por silvioafonso às 09h30
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MENTIRA BOA...

À primeira imagem que se tem é que ele não sai da frente do computador. Que não tem família para se preocupar ou trabalho com horário pra cumprir. Que não tem amigos com quem possa falar, um museu, um parque com crianças para visitar, cinema com bons filmes ou uma peça confiável num teatro que merecesse a ele a venda do ingresso. Nada disso seria mentira se ele não fosse atencioso com a mulher e a filha. Com os amigos que visita e  por quem é visitado. Com as suas idas, esporádicas, eu sei, ao cinema e ao teatro. As viagens de lazer que faz quinzenalmente e em muitas ocasiões, uma vez por semana. Talvez ele fosse como Catiaho, multifacetado. Um homem com dias diferentes de todos os que eu conheço. Um cara que faz dois dias, de um. Uma pessoa que não descansa ou que lê, estuda e escreve em horário que todos dormem enquanto o ser comum só age durante o  dia. Enfim, ele não teria tempo suficiente para o que faz senão fizesse ele o seu próprio tempo.   Este é o motivo que o faz presente em cada página, em cada blog, em cada roda de amigos e na memória dos loucos, como ele.  Uma pessoa que bebe o líquido e preserva o juízo. Uma pessoa que ama quem dele gosta e gosta dos que não o conhecem. Um cara com coragem de chorar por quem tem seca as suas lágrimas e por amar o impossível mesmo  não tendo casa suntuosa, dinheiro de sobra no banco e juventude de todos os meninos. Ele é, portanto, um ser como qualquer um, mas rico, entretanto, no que se refere a fé e a confiança no seu próximo.

silvioafonso

Escrito por silvioafonso às 09h29
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HOJE É DIA DE ESBÓRNIA...

Sexta-feira é o dia nacional da queimação de pé. Queima-se o dito cujo numa reunião de amigos fora ou numa casa escolhida. Se fora, escolhe-se um bar e tudo o que vier fará parte do contexto. Uma cachaça, um gole de vodka, uma dose de tequila ou saquê para abrir os trabalhos e quanto ao resto é muita graça e muito riso. A seriedade com que se trata os assuntos do dia a dia não faz parte da reunião, mas não deixa de ser interessante se abordado. Nesta sexta-feira eu reuni os meus melhores beijos, os meus abraços mais sinceros e falei olhando no verde dos olhos da mulher que escolhi para dividir o resto dos meus dias. Falamos da medida do amor. Trocamos opiniões sobre o futuro do dia seguinte entre uma lágrima e um sorriso autenticado com uísque, vodka com suco de uva, de laranja, de pêssego e de outras frutas com as quais fizemos novos drinques com muito gelo e bom metabolismo. No sábado soubemos que no mesmo instante em que erguíamos um brinde à esbórnia, outro casal, muito querido das nossas relações fazia o mesmo. Brindavam aos melhores pensamentos e entre o carinho de um abraço e um beijo o nosso nome, com certeza, foi algumas vezes ventilado como o dele foi conosco. Brindamos a ele, a nós e as sextas-feiras que são o hífen que liga o trabalho à seriedade. A amizade ao respeito. A distância à saudade. O outro casal a nós.
silvioafonso

Escrito por silvioafonso às 09h25
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OLHA NO QUE DEU...

Fui tentado a postar na quinta-feira e, meu Deus, se eu soubesse que o texto criaria tanta  confusão, talvez eu me abstivesse do convite.  Recebi  e-mails de pessoas  amigas e desconhecidas do blog que buscavam detalhes que os levassem ao cafajeste mencionado.  Com um jeito todo  meu eu consegui escapar do assunto sem prejuízo para quem quer que fosse. Da minha parte eu até lucrei, pois o safado deixou elementos suficientes para a tese que uma das mulheres que ele cantou ou tentou cantar e que por acaso era a minha, seja defendida na sua pós-graduação.  Portanto não dei e não darei mais pista além do que ficou postado.  Mais do que eu falei, nada direi, até porque o assunto já se esgotou e dele eu até me esqueci.  Acho que para este ano chega de fofoca. 
silvioafonso

Escrito por silvioafonso às 09h22
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08/01/2012


TUDO A SEU TEMPO.

Hoje é dia de festa. Dia de sorrir, de cantar e dançar. De sair porta afora abraçando quem é amigo e fazendo dele quem não é. Hoje é domingo. Não um domingo qualquer, mas um domingo frio de inverno. Manhã de lareira acesa. De vinho e queijos sobre a mesa e reunir em casa os grandes, velhos e bons amigos. Violão em serenata. Cerveja gelada no tempo, conhaque, cachaça e criança tomando leite encorpado, cheio de nata. Esta data é imprópria aos que têm mais de quarenta anos. O inverno faz ranger as juntas, dói no deitar e no levantar. Tudo é mais complexo e precisa ser feito com jeito. A sopa é ligeira, mas o calor da panela torna morosa cada colheradas, cada uma no seu tempo, sem pressa para não queimar a boca.  Na folhinha uma data; 18 de setembro. Final do inverno, e no final tudo acontece com mais rigor. O atleta e o sprint. Todo o time dentro da área para manter o resultado ou para mudá-lo, porque a última impressão é a que fica. E hoje é um dos últimos dias do inverno, por isso ele é tão intenso. A partir da próxima semana a primavera estará dando as cartas. Eu mesmo já sinto o cheiro das flores dessa nova estação. O primeiro sinal de que o inverno está arrumando as malas é o perfume da flor prenunciando uma outra estação. O perfume da mulher que não cansa. Que não desanima e não  muda o cenho mesmo que a sorte lhe vire às costas. Mulher forte que carrega a própria cruz e ajuda a levar a do próximo.  Que dá conselhos gentis e bem humorados. Que tenha qualquer nome, mesmo que eu a queira Paula. Maria Auxiliadora.
Paula, como eu gostaria de ter sido o seu filho ao invés de seu marido.
Feliz aniversário, minha amiga.

silvioafonso.

Escrito por silvioafonso às 22h25
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CURTINDO O MATO VERDE.

Hoje é sábado e como em todos os outros eu deveria estar no Rio de Janeiro com a família. Como o meu voto foi vencido, ficamos em Nova Friburgo, no alto dos nossos 1.080m, acima do nível do mar. Aqui é legal, e a Natureza está em contato permanente com a gente. Toda a beleza deste local é natural, principalmente depois que os nossos governantes receberam uma gorda verba para a reconstrução da cidade e por não saberem como lidar com a fortuna resolveram não fazer nada e esquecer o assunto. Os pontos turísticos que antes encantavam os visitantes não existem mais. Só o clima frio, a água limpa, a simplicidade do povo  e o ar puro predominam e asseguram aos turistas que o passeio vale a pena. Aquele que preferir passar um dia em contato com a natureza, ver moças de pele branca e rosto corado, rapazes saudáveis, que venha para cá. Caso queira conhecer o último grito da moda íntima e comprar lingerie, também poderá fazê-lo pois somos considerados, de uns tempos para cá, o polo da moda íntima. Os maiores exportadores de camisolas, cuecas e biquínis do Estado, quiçá do País.
Sendo assim  não vejo outro jeito senão aproveitar para namorar a minha mulher, curtir a sua filha, que já é minha por consideração e ler alguns livros que acabaram de chegar e entre eles a obra completa de Sigmund Freud. Depois é  descansar e  do alto de onde moro ver o domingo subir a serra com suas missas dominicais, que eu nunca vou e sair mais tarde para festejar a vida que escolhi.

silvioafonso.

Escrito por silvioafonso às 22h21
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GIRA A RODA...

Saí de casa, no alto da serra de Friburgo, para comer baião de dois na Feira de São Cristóvão, no Rio. A viagem foi como de costume, maravilhosa, talvez porque a fizesse prazeroso como de outras vezes.  Até ao meio-dia o ingresso não era cobrado, só gastamos sete reais como  o estacionamento. Como era cedo as lojas, na sua maioria, estavam fechadas, mas os funcionários já corriam para fazer girar a roda.
Resolvemos, eu e a moça com quem divido a cama, assim como sua filha, que eu faço questão de considerá-la minha, tomar um chope enquanto a hora do almoço não chegava. Vitor e Léo era a atração da noite, mas decidimos voltar à casa antes de começar o show.  No caminho, como de hábito, paramos em Guapimirim, cidade aos pés da serra de Teresópolis, para tomar um sorvete. Um real e cinquenta centavos duas bolas na casquinha. Fomos para debaixo de uma amendoeira para fugir do sol que rachava na cidade mais quente do interior depois de Cachoeiras de Macacu. Puxamos umas cadeiras e ali, olhando a guloseima que sumia a cada colherada,  ficamos uma boa parte do tempo. Depois compramos um litro de água mineral gelada e seguimos viagem. A estrada recebera uma camada nova de asfalto que deu ao carro a impressão de estar correndo sobre um tapete negro de algodão com faixas amarelas dividindo as duas mãos.
Esses repentes que nos afloram são constantes, naturais. Todos os fins de semana escolhemos o que fazer e quando a dúvida é maior, não fazemos nada. Ficamos em casa trocando conversa e rindo dos outros, principalmente dos que riem da gente.
silvioafonso

Escrito por silvioafonso às 22h19
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PRA QUE QUERER?

Eu queria pintar a minha vida com as cores vivas, atrevidas. Queria perfumá-la com o cheiro da fruta madura, da rosa orvalhada, amarela. Eu queria muito vestir a minha vida com as roupas dos palhaços. Queria provocar sorriso com os guizos dos meus passos. Queria ouvir o dobrar dos sinos como em dia de domingo. Eu queria muito uma festa em que a minha alma me permitisse sem que nada me cobrasse.  Eu queria o sol a meia-noite. Queria as flores noturnas ao meio-dia se abrindo. Eu queria envelhecer dormindo. Eu quero receber os teus presentes com sorriso de  menino.
silvioafonso.

Escrito por silvioafonso às 22h18
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GRITO SURDO.

Este blog precisa de uma atenção especial por parte dos patrocinadores. Eu sinto que a página está esmorecendo a cada dia, talvez por falta de investimento. Antes eu reclamava a ausência dos comentário, mas agora não se tem o que comentar já que a maioria dos colunistas, como os políticos, resolveu voltar à sua base aonde o resultado de suas inserções tem peso maior e imediato. Mesmo o caseiro sendo multifacetado, não é dois. Por mais que ele se esforce, esperneie, grite ou ameace deletar todos os blogs, o máximo que recebe como resposta é um retumbante silêncio sepulcral.
Até eu que sou meio boi por abaixar a cabeça e puxar o carro estou sentindo que prego no deserto. Neste canto eu nunca sei quando alguém se interessa ou despreza uma postagem, mas de uma coisa eu tenho certeza; a migração para outras legendas é nítida e notória. Há muito eu criticava aqueles que viam, sabiam e nada faziam para evitar o êxodo dos colaboradores. Eu, particularmente, quando faça a venda de alguma coisa só acredito no sucesso do negócio quando o consumidor faz uso do produto e não reclama.
Há de se fazer alguma coisa para evitar o choque do meteoro com a terra, mesmo que nos custe convidar a NASA pro partido.

silvioafonso.

Escrito por silvioafonso às 22h17
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AH, CANSEI...

Há muito eu deixei de voar de asa delta e agora de soltar pipas.  Portanto eu não quero nem saber para que lado o vento voa.  Cansei de ficar olhando o biruta para, ao sabor do vento, não enfiar a cara na areia da praia do pepino, na Barra. Cansei de engastalhar nas antenas das tevês as minhas pipas coloridas. Agora eu sou outra pessoa. Eu quero andar de bike na ciclovia de Botafogo. Quero andar de pedalinho na Lagoa. Eu vou  nadar nas piscinas rasas do meu clube e dançar as músicas que eu conheço. Chega de tanto atrevimento. Basta de cutucar a fera com vara curta. É claro que a minha conduta tem a ver com os que pretendem falar, mas não se atrevem. Tem a ver com os fofoqueiros que insinuam o que não têm coragem de dizer, e eu, otário como sou, dou a minha boca para que nela coloquem as palavras que nas suas se borram de medo pra sair. Agora eu sou soft, sou light. Agora sou moço direito, de respeito e só vou falar de versos, mesmo que não verseje. Vou falar de flores, mesmo que não traga em minhas mãos o perfume de uma delas. Vou cantar baixinho como acalanto e viver no marasmo da minha indignação.
silvioafonso.

Escrito por silvioafonso às 22h14
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DE DOER...

As suas verdades, como as minhas mentiras molham ardendo os meus olhos.
O adeus dói, se é o amor que vai embora. Dói uma saudade se nos parte peito afora. Dói a verdade da despedida e o beijo da mentira. Dói o gozo retido. Dói o fingimento do orgasmo acontecido. Dói saber que o seu amor não faz sentido. Dói um tapa na cara,  uma traição. Dói a verdade quando tudo termina, mas dói muito mais quando o filho amado que tu crias não é teu. 
De todas as dores, dói mais a dor do desprezo, do abandono. Dói o amor não correspondido, porém, dói mais a dor de não se ter amado. Doloroso é ver a mulher amada gostar de outra pessoa. Doloroso é ver o filho assumir a droga proibida, mas de todas as dores, martiriza aquela que dói em quem se ama, mesmo que seja para fingir que gosta da gente.

silvioafonso

Escrito por silvioafonso às 22h12
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A CHUVA CHOVE...

É muito tempo para tão poucos encontros. Tempo do preparo da terra, do plantio, do cuidar e do colher. Encontros de almas lavadas. Encontros das flores com o passarinho que as beija. Encontro do rio com o mar, do arco-íris com a terra, do sol com a lua, de você em mim.

Há quanto tempo a chuva não para, não cessa, não cala? Faz tanto tempo que eu já nem me lembro.  Há quantas chuvas eu não abro os braços em cruz para um abraço, um olhar dengoso, um beijo gostoso?
Ainda ontem eu adormeci com você nos meus braços, mas acordei chorando por ter acreditado nesse sonho.
Quanto tempo mais eu preciso para colher a fruta da semente que eu plantei?
Quantos ir e vir são precisos para encontrar com quem não veio?
Quantos lenços há de se molhar pelo pranto da chegada ou da morte pressentida? 
Tudo é duvidoso e de tudo, eu não sei

silvioafonso

Escrito por silvioafonso às 22h10
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BATE O PÉ

Eu jurei não participar mais  dos quadros de domingo, mas como  me conheço bem,  aqui estou rabiscando   as páginas de Catiaho  provando  que promessas foram feitas para serem quebradas. Ah, neste domingo e na segunda-feira todos estarão achando que o lançamento do livro Brisa & Furação será a pauta   do momento, mas se enganarão aqueles que assim pensarem.  Só a partir de 19 de novembro,  no SESC de  São Gonçalo, no Rio,  o livro será oficialmente lançado, mas isso é assunto que eu não vim para tratar. Quero, portanto, falar das juras não compridas. Quero falar, também,  das pessoas por mim, tão queridas que comentam cada texto sem medo de suas opiniões serem aceitas ou não.  Eu venho para ler o que ninguém, em lugar algum, se atreveu dizer. Vim para ver as fotos daqueles que profissionalmente ou não,  expuseram nesta página e para abraçar a dona da casa que de tão grande é preciso que eu venha tantas vezes quantas necessárias para completar o círculo do meu abraço. É isso ai, minha gente. Hoje é domingo, dia de missa pela manhã e futebol a tarde, para quem gosta. Jantarado com as receitas do Fernando e um gole de vodka,  da boa,  para abrir os trabalhos prometidos.

silvioafonso.

Escrito por silvioafonso às 22h08
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PEDIR A QUEM?

Tem coisas que a natureza não explica, mas cala o ser humano. É o caso de alguns Padres e fiéis, Pastores e cristãos, pedófilos e estupradores misturados ao mesmo pecado. Pessoas de postura diferente traindo aqueles que confiam neles e o nosso Deus que é o pai no novo testamento, correndo atrás do filho errante a espera do seu arrependimento, que não vem. Por conseguinte suas vítimas,  maiores e menores desamparadas da sorte, sofrem traumas que até saram, mas não cicatrizam e tudo com o senhor lembrado a cada instante.

Quem és tu, perguntaria aquele que me conhecia e ao dizer-lhe que eu era um simples pecador, virava-me às costas e partia ao caminho que seguia. Ninguém, ou quase ninguém é melhor do que os outros, principalmente nas palavras, já que nos atos, quanta crueldade.  Isso me faz lembrar das plantas carnívoras que se abrem em flor e mel para comer os que lhes são incautos. Juro que não sei a quem gritar. Não sei a quem pedir para que o joio, infestado de fungo, seja separado do trigo da vida e mesmo que eu seja escolhido para um lado ou para outro e por isso me perca entre a injustiça do certo ou do errado, saberei que pelo menos os fracos e desprotegidos não serão traídos como alguns a quem eu vi lhes darem a mão.
silvioafonso.

Escrito por silvioafonso às 22h07
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BICHO DE COMER

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, portanto eu vou correr, pegar e comer o bicho.
Estou pensando nisso porque sempre que eu acordo de madrugada para postar logo vem um colega, mais outro e outro mais para postar os seus trabalhos.   Conclusão; quem acorda mais tarde nos domingos têm privilégio da postagem que certamente permanecerá no blog mais tempo que o meu podendo ser lido pelos que acessarem a página depois do almoço.  Hoje, só hoje, eu acordei cedo, como sempre faço, tomei um banho, café com torradas, leite e um suco para empurrar a pílula que vai regular a minha pressão (único trabalho que dou ao meu cardiologista), e fui à missa. Lá, enquanto o padre Joaquim falava eu deixei que a minha alma fosse aos céus e junto a Deus fizesse prestação de contas da minha vida aqui na terra. Terminada a liturgia a minha alma voltou ao pecado do meu corpo e tudo está como era antes.  Foi aí que eu resolvi pegar o bicho.  Levei a família para um restaurante, aqui mesmo na serra, e, só depois da sobremesa, mas antes do Faustão pisar ao palco, eu publiquei este texto.  É claro que ele não mudará a vida de ninguém, já que todos fazem isso há tempos, só eu, pobre coitado e bom samaritano, não tinha coragem para tanto.  Eu quero avisar ao Jota, ao Rodrigo, a própria Cátia, que no próximo domingo tudo voltará ao normal.  Às cinco da manhã o texto estará lá embaixo na página, enquanto os retardatários, como eu agora, postarão as suas obras, que diga-se de passagem, são sempre maravilhosas.
Um abraço a todos, e nem pensem em me dar esporro, hein, ou eu deixarei de admirar e respeitar o trabalho desses caras de escrita afiada de quem eu tenho a honra de dividir a página.
silvioafonso.

Escrito por silvioafonso às 22h05
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